08 outubro 2015

Relato de um leitor: Raquel Neutzling



Hoje na série Relato de um leitor, temos a minha queridíssima conterrânea gaúcha Raquel Neutzling, de 23 anos, natural de Pelotas formada em arquitetura e urbanismo, que mora em Dublin há 8 meses.
 1. Porque você decidiu fazer intercâmbio? 
Comecei a pensar na ideia de fazer intercâmbio ano passado depois que apresentei meu trabalho final de graduação na faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Eu lembro que quando vi o meu nome entre as listas dos aprovados eu me "desesperei", olhei para minha mãe e falei: "E agora, eu faço o que da minha vida?", estava completamente ''perdida'', não tinha certeza se tinha escolhido a profissão certa e também sabia que se eu não me jogasse em uma experiência diferente naquela hora, depois de começar a trabalhar ia ser muito mais difícil largar tudo e partir para o ''desconhecido''. Então fiquei pensando ''o que faço?" e eis que me veio a ideia de fazer um intercâmbio. A princípio pensei: "Beleza, vou passar um ano fora, vou viajar, conhecer novas pessoas, pensar o que realmente quero para minha vida e volto", não imaginava o que viria...
2. Porque escolheu a Irlanda -  Dublin?

Então, procurei uma agencia de intercâmbio na minha cidade (Pelotas/RS) e fui estudar as possibilidades. A princípio era Austrália ou Dublin. Foi um tiro no escuro, como conhecia algumas pessoas que já tinham vindo para Dublin e gostaram, pensei ''Por que não?" e escolhi Dublin. Não teve nenhum motivo especial...

3. Quais eram seus objetivos com o intercâmbio? 

Como disse, meu objetivo inicial era tirar um ano pra pensar no que queria pra minha vida, na verdade hoje vejo que minha decisão foi uma válvula de escape mesmo, pois ficando na minha cidade, eu não iria parar de trabalhar (já trabalhava em escritório) para pensar no que fazer... E também sabia que iria contribuir muito para meu crescimento pessoal, visto que eu nunca tinha saído de casa, morava com minha mãe, tinha uma vidinha muito fácil, sem muitas responsabilidades... Estava afim de "ver o mundo real'' mesmo. Lembro até hoje do meu pai falando para mim "Eu só to te mandando pra Dublin pra tu virar mulher" kkkkkk (na época fiquei p*ta com ele, mas hoje reconheço que ele tem razão, aliás ele vai ler isso e ficar se achando... Tá, pai, tu tinha razão, viu?!) Ah... não posso me esquecer: Melhorar meu inglês... hahahaha

4. Em qual escola você estuda/estudou? Qual sua opinião sobre ela? 

Estudei na Malvern House. O ensino é bom, na verdade nunca procurei saber mesmo como é o ensino em outras escolas para comparar, então não posso dizer se é melhor ou pior que outras escolas. Porém, eu ouvia bastante reclamações de estudantes de outras escolas quanto ao atendimento ao aluno, a demora para tudo, muita burocracia para tudo... eu não tive este problema, sempre que precisei de algo da escola foi facilmente resolvido e logo eles me davam retorno.

5. Como foi sua adaptação? 

É interessante saber sobre a adaptação de cada um, porque é sempre muuuuito diferente. Tem gente que chega e se ''decepciona'', logo bate a depressão e depois fica bem... Gente que fica mal no final do intercambio quando a saudade ta apertando... E muitas pessoas como eu, que vivem numa montanha russa de altos e baixos kkkkkk Pois então, logo que cheguei, como foi bem de repente minha decisão, eu não esperava nada, então tudo que veio é lucro, estava curtindo bastante. Daí no terceiro mês pensei "Ok, vou fazer um currículo e arrumar emprego", como se fosse fácil assim... Estava acostumada a conseguir tudo muito fácil no Brasil, quando percebi que aqui seria diferente tive aquele ''choque de realidade'', do tipo ''Bem-vindo ao mundo real'' e foi aí que a deprê começou a bater... Sentia muita saudade de casa, tinha na cabeça de que ''nada dá certo para mim''... Lembro que em um mesmo dia cheguei a ligar 3x para minha mãe chorando, coitada... deixei ela louca! Foi quando eu senti a necessidade de me ''apegar'' a algo maior, e resolvi procurar um grupo Cristão que eu pudesse me juntar. Conheci o ''Selah'' aqui, uma igreja maravilhosa, composta em sua maioria por Brasileiros (apesar de o Pastor ser Irlandês hahaha), que me receberam muito bem e me ajudaram a restabelecer minha fé em mim mesma e principalmente em Deus! Parei de murmurar e passei a agradecer todos os dias pela oportunidade de estar aqui e foi aí que as coisas começaram a acontecer para mim...




St. Stephen's Green Park
6. Você trabalha/trabalhou? Como foi essa experiência? 

Hoje eu moro com uma família irlandesa e trabalho de AuPair, cuidando de três crianças MARAVILHOSAS! Quanto ao trabalho de AuPair aqui, eu já ouvi todo o tipo de experiência, das melhores as piores, mas eu posso tdizer que tive MUITA sorte pois minha família é simplesmente maravilhosa e minhas crianças são muito educadas, queridas, especiais, meus amores! Os pais são excelentes, me tratam como parte da família, são pais exemplares! Cuido de três crianças: Maeve (8 anos), Jane (6 anos) e Patrick (4 anos). Sou extremamente apegada a família e tenho certeza que dar tchau para eles em janeiro será tão difícil como foi dar tchau para minha família no Aeroporto de Porto Alegre.

7. Você atingiu seus objetivos? 

Eu acredito que sim! Minha ideia era pensar no que realmente queria para mim, posso dizer que pensei, decidi, e já estou correndo atrás dos meus objetivos mesmo estando aqui! Foi muito além do que eu esperava, eu cresci demais como pessoa... Para mim, foi o melhor autoconhecimento que já tive na vida, foi um ''intensivão" de vida em oito meses. Quando chegamos aqui não importa qual diploma que tu tem, quanto de dinheiro tu tem no Brasil, aqui tu é só ''mais um'', e isso é muito bom para o crescimento pessoal de cada um, pois te ensina a ser uma pessoa menos egoísta e mais humilde! Meu inglês também melhorou muito! Eu estudei há uns anos atrás no Brasil e sempre gostei da língua então já cheguei aqui em Dublin no nível Intermediário. Antes de ser Aupair e morar com a família, eu morava bem no centro de Dublin, com mais seis brasileiros, e estava estudando ainda... comecei no intermediário e terminei no avançado. É claro que as aulas ajudaram bastante, mas em casa eu falava português todo o tempo. Quando passei a morar com a família irlandesa foi aí que meu inglês fluiu de vez, pois falo a língua 24hrs por dia e os pais e as crianças me ajudam muito.

8. Há quanto tempo você está em Dublin? Pretende renovar o visto? 

Cheguei em Dublin no dia 23 de janeiro, há pouco mais de 8 meses, e retorno em janeiro. Não pretendo renovar pois acho que atingi meus objetivos aqui e como disse, já estou encaminhando minha vida no Brasil, por isso vou voltar!

9. Você faria tudo novamente? Se arrependeu de algo? Teria feito algo diferente? 

Faria... sem dúvidas! Cada choro, deprê, dia ruim... Tudo valeu a pena! Hoje estou super bem, com uma visão de vida muito diferente, uma visão de mim mesma muito diferente! Acho que não me arrependi de nada não, pois tudo que passei contribuiu para que eu estivesse aqui hoje! Se eu soubesse hoje, que tudo acabaria bem, talvez eu teria tido mais fé desde o começo e tivesse "murmurado'' menos, mas não é algo que eu me arrependa, afinal, foi por isso que eu conheci o Selah, onde eu conheci as pessoas mais maravilhosas, caridosas e especiais que eu poderia ter conhecido em Dublin! 

10. Um conselho para quem está planejando o intercâmbio. 

Primeiramente, se possível não criem muitas expectativas hahaha que assim a chance de ''quebrar a cara'' é menor! Venham com a cabeça muito aberta, preparados para todo o tipo de perrengue, mas sabendo que TUDO PASSA, e que tudo na vida tem um por que! É uma experiência ótima e libertadora, vocês conhecerão muita gente nova e legal, terão a oportunidade de viajar pela Europa (Ryanair é vida), conhecerão os famosos pubs da Irlanda, e acima de tudo conhecerão a si mesmos! E quando a deprê bater, sempre lembrem que NADA é por acaso, tenham fé SEMPRE e saibam enxergar os planos de Deus na vida de vocês... Ele sabe exatamente o que faz!




Phoenix Park


O blog Dublin: morando no exterior agradece a sua participação e deseja toda sorte do mundo para você. Obrigada Raquel!! 

As fotos foram disponibilizadas pela leitora.
Se você fez seu intercâmbio ou está fazendo e deseja compartilhar sua experiência conosco entre em contato através do nosso formulário. O blog Dublin: morando no exterior agradece!

07 outubro 2015

Amigo mochileiro (a), se inspire:

Mesmo depois de ter voltado da Irlanda, nunca perdi o costume de continuar lendo blogs e acompanhando as páginas e comunidades no facebook e então, um dia desses encontrei um texto que me deu um frio na barriga, que me fez relembrar dos meus medos e anseios antes de partir para essa aventura. Achei o texto muito legal e inspirador, então transcrevo-o abaixo para passar essa inspiração para quem ainda não foi, para aqueles que estão passando pelo intercâmbio e para aqueles que também são como eu, saudosistas....

Amigo mochileiro (a), se inspire: 

“Morar fora é se conhecer muito mais. É amadurecer e ver um mundo de possibilidades à sua frente. É perceber que é possível sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal. É notar que o mundo está na sua cara e você pode conhecê-lo inteiro.
É ver seus objetivos mudarem. É mudar de ideia. É colocar em prática. É sentir sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos. É se ver aberto para a vida. É não ter medo de arriscar. É aceitar desafios constantes.
É se sentir na Terra do Nunca e não querer voltar. É pensar em voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar. Morar em outro país é se surpreender consigo mesmo. É se descobrir e notar que, na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: Você mesmo.”
(Autor desconhecido). 
Infelizmente na época não anotei em qual blog eu havia lido e já não me recordo mais, então se alguém souber a autoria ou blog que publicou ele por primeiro, deixe nos comentários!
Espero que vocês se inspirem....
Beijos a todos
Fran

02 agosto 2013

10 dias...

10 dias...
2 de agosto de 2013, essa data marca que faltam somente 10 dias para nós deixarmos a ilha esmeralda, essa terrinha que nos abrigou durante um ano e que nos proporcionou momentos incríveis e aprendizados para vida toda....
Acho que agora, já tenho um bom tempo de casa e posso com toda certeza escrever o que eu aprendi com o meu intercâmbio.... abaixo segue a lista, claro alguns aprendizados foram super válidos, outros são ensinamentos do dia-a-dia.

Então, depois de 12 meses aqui em Dublin, o que eu aprendi???
Aprendi que realmente a saudade não mata, mas engorda e que você vai sentir SAUDADE, muita saudade mesmo. Saudade da sua família, da sua cultura, dos seus amigos, de coisas simples que você fazia no seu tempo livre, das horas jogadas fora com papo furado com seus amigos. Você vai sentir saudades do seu restaurante predileto, dos seus pratos preferidos. Saudade dos churrascos com amigos e família. Vai sentir falta da comida que sua mãe fazia, dos temperos, do clima, de conversar e ser totalmente entendido, de assistir TV na sua língua, de andar de carro, de dirigir...
Aprendi que homens emagrecem e mulheres engordam. Experiência própria!

Aprendi que não existe comida como a do Brasil em lugar nenhum do mundo, mas aprendi também que você pode fazer pratos que nunca imaginou fazer e que um simples ovo se transforma em um prato a altura de chef de cozinha.
Aprendi que o primeiro mundo não é rico, nós é que somos pobres. E que o transporte público realmente funciona aqui e acaba sendo melhor que carro particular. E que para o transporte moedas são cruciais.
Aprendi que andar com segurança na rua é a melhor coisa do mundo. Vou sentir saudades de sair à noite e voltar para casa a pé tranquila, sem medo do que possa me acontecer.
Aprendi que existem pessoas ignorantes em qualquer parte do mundo.
Aprendi que uma viagem de pelo menos 1 mês muda a cabeça de uma pessoa. E que todos deveriam ter essa oportunidade.
Aprendi que não existe lugar perfeito! Todos tem seus prós, mas também todos tem muitos contras.
Aprendi a me conhecer e a me virar sozinha. E com isso eu amadureci.
Aprendi que posso sobreviver com um salário mínimo e com ele ainda sobra para viajar!
Aprendi que posso sair de casa com a roupa que eu quiser, que isso não muda em nada. Apesar daqui as pessoas terem um padrão de vida melhor, eles não dão bola para aparência. Cansei de ver gente indo de pijama no mercado e para eles isso é extremamente normal, pois todos se vestem assim.
Aprendi que dinheiro nenhum no mundo dá experiência de vida.
Aprendi que os irlandeses agradecem e pedem desculpas por tudo. Sorry é a palavra mais pronunciada por aqui!!
Aprendi que frio realmente não é psicológico! Na verdade eu já sabia, eu só confirmei!!!
Aprendi que neve é lindo, nas fotografias.... não quando você tem que caminhar ou pedalar para ir para o trabalho.
Aprendi que devo SEMPRE andar com um guarda-chuva na mochila.
Aprendi amar o Google maps e que sem GPS não seria nada aqui. Não é fácil dirigir com uma criança dando as coordenadas. rsrsrs
Aprendi que conhecer pessoas, viver uma cultura diferente e visitar lugares novos é muito bom, que intercâmbio é definitivamente a melhor experiência da minha vida, que um ano fora de casa vai ser o melhor ano da sua vida, mas que é quase impossível um lugar ser melhor que o seu cantinho. Apesar de eu querer morar aqui por anos, nunca vai ser igual. Vai ser muito bom, mas jamais será igual.
Aprendi que pequenos detalhes fazem toda a diferença: ver a luz do sol, sentir uma brisa leve no rosto em dias quentes, uma tarde em um parque, um passeio na beira do rio, momentos com seus amigos, tudo isso passa um valor incrível, ainda mais quando você começa analisar aquele momento e pensar como se ele fosse o último.
E finalmente, aprendi que o sotaque Irish não é o mais sexy do mundo, como publicado aqui. :D

23 julho 2013

Relato de um leitor: Murilo Ceolin


Hoje contamos com um super relato de um dos leitores mais assíduos do blog....
Murilo, obrigada por compartilhar suas experiências e por participar do Blog Um ano em Dublin.

Com vocês, Murilo Ceolin...
Olá, sou Murilo, tenho 18 anos, moro em Gravataí na grande Porto Alegre! Vou ir pra Dublin em setembro e vou contar um pouquinho aqui como escolhi ir pra Dublin.
Tudo começou em janeiro de 2012, quando uma professora de inglês estava para ser contratada na rede de escolas e faculdades que eu trabalho, e eu comecei a conversar com ela, conversa vai conversa vem eu falei que um dia meu desejo era fazer intercâmbio e ela me falou que tinha feito e a recém tinha voltado de um lugar chamado Dublin, na Irlanda e eu fiquei de olhos brilhando com as experiências que ela me contava. Passou mais tempo, conheci outro professor do meu trabalho que morou 3 anos em Dublin e me incentivou muito a ir, pesquisei muito sobre o lugar até que decidi que seria Dublin. Comecei a conversar com minha mãe a possibilidade, pois isso daria muito dinheiro pra ser gasto, então minha mãe levou um susto na hora, poxa eu tinha 16 anos e viver sozinho em um outro país por 1 ano e arranjar uma boa grana, vocês já podem até imaginar a resposta né? kkkkk, não por enquanto.
O assunto ficou quieto por algum tempo, mas sempre que em uma conversa ou outra eu via brechas e fala do intercâmbio pra minha mãe e meu pai, eu nunca esquecia porque pra mim era um sonho e só faltava realiza-lo, durante o ano eu conversava com os professores do meu trabalho sobre a Irlanda, pesquisava em blogs na internet, via vídeos do youtube, praticamente eu já estava na Irlanda em mente kkkkk, o ano estava acabando e eu com 17 anos e pesquisando sobre os cursos da Irlanda até que uma agência de Novo Hamburgo - RS lançou uma promoção relâmpago, e tipo, era agora ou nunca! Cheguei em casa e conversei com minha mãe mais um pouquinho, foi difícil convencê-la, mas não tanto pois eu já estava trabalhando nisso o ano inteiro... e em outubro assinei contrato com a agência :) o primeiro passo para realizar meu sonho já havia se concretizado! Eu fiquei SUPER feliz, e procurei mais blogs até que achei este, Um ano em Dublin. Li todos os post, desde o inicio até os posts de hoje, convidei a Franciele para ser minha amiga no facebook e sempre conversamos sobre a Irlanda, e como sempre eu me fascino ouvindo as histórias kkkk, hoje ela me deu a oportunidade de contar como resolvi vir pra Dublin!!! Espero que todos consigam o que eu estou conseguindo, agradeço à Deus, minha mãe que sempre esteve do meu lado, à Franciele pelo post e à todos que acreditaram em mim :D

13 maio 2012

Importância profissional de um intercâmbio

Importância profissional de um intercâmbio
O intercâmbio cultural traz o diferencial à vida pessoal e profissional de quem opta por essa experiência.

As empresas hoje precisam de profissionais versáteis e adaptáveis, que possam ser transferidos para outros setores da empresa ou até mesmo outros estados e países, sem sofrer com a mudança. Além disso, em função da globalização, todo profissional precisa ser fluente no inglês. Quando uma pessoa apresenta no seu currículo que morou no exterior, automaticamente já preenche esses dois requisitos. Logo, torna-se um profissional ou candidato à vaga, diferenciado, porque ao morar no exterior, o intercambista aprende que terá que se virar para fazer as coisas e não terá pai, mãe ou familiares por perto para fazer por ele. Essa é a primeira lição. Ele também entende que terá que se adaptar a uma nova cultura e pessoas, e não o contrário. Isso o fará mais flexível, tolerante e adaptável. Portanto, além da fluência no idioma, a pessoa volta mais madura e preparada para a vida.
De acordo com revista Forbes Magazine, na contratação de novos profissionais, as empresas globais procuram contratar pessoas com capacidade de se adaptar, ser versátil, ser pró-ativo e ser capaz de executar tarefas com padrões elevados mas com supervisão baixa.
Vale lembrar que o programa de intercâmbio não é a viagem de férias para a Disney. O intercâmbio é a realização de uma viagem ao exterior para adquirir mais conhecimento de lugares diferentes do mundo, fazendo amizades e contatos, além de aprofundar o conhecimento em outras línguas e idiomas. Através de um intercâmbio você consegue estudar fora do país, conhecer a cultura de outra nação, visitar lugares e destinos turísticos diversos do mundo todo, engrandecer o currículo com uma experiência internacional. 
“Uma pesquisa do Grupo Catho, feita com 9.484 executivos de todo o Brasil, mostrou que a fluência na língua inglesa causa forte impacto na remuneração desses profissionais. Para os cargos executivos mais altos, como os de gerente e diretor, por exemplo, mostrar conhecimentos do idioma pode proporcionar um salário até 28% maior em comparação aos funcionários que falam apenas português.” (Jornal 247)

Tá, mas e estudar o inglês apenas em escolas de idiomas no Brasil não serve? 
Não, pois com o intercâmbio muitos pontos serão automaticamente agregados aos seu currículo, como por exemplo: consciência de que fato a língua foi praticada em todos os sentidos (escrita e conversção); houve contato com outras culturas; tem sinais de maturidade e independência por ter tomado a decisão de ir morar sozinho(a). 

Até a próxima...

Postado por: Franciele Susin Baldissera


17 abril 2012

10 dicas de Intercâmbio....

  1.  O ideal é planejar tudo com pelo menos 6 meses de antecedência.
  2. Pesquise sobre os países que deseja ir. Procure em fóruns on-line, blogs, nas comunidades de intercâmbio, nas redes sociais e se aprofunde sobre o tema. 
  3. Escolha um país que você tenha afinidade cultural e também fácil adaptação climática. 
  4. Ao chegar ao destino, não tenha vergonha de falar errado. Faça amizade com outros estrangeiros e solte a língua com todos. 
  5. Evite brasileiros. Pois se é para falar português fique no Brasil certo?
  6. Morar em casa de família é uma boa para aprender a cultura local e o jeito informal de falar. 
  7. Fique ligado em programas de rádio e TV. Pois facilita na pronúncia e diminui o sotaque. Ouvir música a ler a letra ao mesmo tempo também ajuda.
  8. Nada melhor do que a leitura para enriquecer o vocabulário. Leia sites, revistas e jornais locais. 
  9. O aprendizado não é só na sala de aula. Ele continua em passeios pelas ruas, museus, teatros, cinemas, restaurantes, mercados, ônibus, metrô e até em festas, bares ou danceterias. 
  10. Respeite sempre as leis, regras e hábitos do país que irá visitar, pois lembre-se, é você que tem que se adaptar ao local, e não o local a você.
Postado por: Franciele Susin Baldissera
Foto: Google umagens