07 maio 2017

Dois anos de Dublin

Oi pessoal.... Tudo bem?
Quarta-feira passada completamos nosso segundo ano de Dublin, meu Deus, como passou rápido.
Esse post então, é pra comemorar essa etapa e vamos fazer uma comparação desses dois anos. Pra quem está chegando agora e ainda não sabe, nós moramos aqui em 2012/2013 e voltamos em maio do ano passado (2016).


*Dublin: 
Nossa querida Ilha Esmeralda continua linda, mas muitas coisas mudaram:
- Iniciaram as obras de expansão das linhas do Luas;
- Aumento incrível do número de imigrantes brasileiros e além destes, espanhóis e italianos;
- Está mais quente e está chovendo menos;
- O inverno foi menos rigoroso;
- A imigração está mais restrita;
- Mudança das regras do visto;
- A cidade está mais suja, não somente no centro, mas também em bairros mais afastados;
- Dublin está menos segura, aumentou o número de homicídios - porém não se compara com a situação do Brasil e também não são casos diários;
- Aumentou também casos de roubos pequenos, como celular e bicicletas; 

*Casa:
- Aumentou a dificuldade de achar uma casa - muita procura para pouca oferta;
- Em 2012 demoramos menos de três semanas para achar uma casa, em 2016 demoramos dois meses;
- Antes morávamos em um flat (sala, quarto e cozinha juntos) no centro (D7), hoje, alugamos um apartamento com quarto separado em Rathmines (D6), mas claro, pelo dobro do valor que pagávamos em 2012.

*Empregos:
- Aumentou a oferta de empregos pela economia de Dublin estar crescendo;
- Em 2012 eu trabalhava de au pair live in, hoje continuo trabalhando de au pair, mas live out, com outra família e uma rotina totalmente diferente;
- O Lu voltou a trabalhar na mesma empresa como kitchen porter.

*Inglês:
- Conseguimos notar um progresso muito maior este ano do que em 2012, talvez por já estarmos mais familiarizados com o sotaque irlândes e por estar vivenciando experiências diferentes no dia-a-dia, no trabalho. E eu (Fran) particularmente, por estar praticando muito mais com as crianças, por que, sim, eles falam muito!
- O Lu estudou e experimentou um novo método de ensino de inglês, que prioriza o speaking, isso ajudou muito também.

*Preços:
- Os valores de aluguel estão cada vez mais caros, hoje você não consegue alugar um flat como tinhamos em 2012 pelo mesmo valor, muito pelo contrário;
- Valores para roupa, comida e transporte continuam os mesmos, e para aqueles que tiveram mudanças, estas não foram significativas.

Essas foram as principais mudanças que percebemos aqui em Dublin, em relação ao primeiro ano para agora.
Esperamos que vocês gostem!

01 maio 2015

Pós Dublin...


A volta para o Brasil foi bem conturbada, além de voltarmos tristes, meio desanimados, quase perdemos o voo em Madrid (rsrsrs). Dublin deu muito certo para nós, conhecemos brasileiros que não se adaptaram, não conseguiram emprego, não gostaram do frio, mas para nós tudo foi ótimo. Um pouco de dificuldade no início com a língua, o emprego, a saudade dos amigos e dos pais. Depois foi maravilhoso. Eu sempre digo que somos capazes de viver e acostumarmos com qualquer tipo de situação, por exemplo: no Brasil sempre andei de carro, em Dublin andava de bike sem problema algum, pelo contrário, cansei de me pegar rindo sozinho quando pedalava parecendo não acreditar que eu tinha conseguido e que meu sonho tinha se tornado realidade, que o guri sem o "tão sonhado" curso superior foi capaz de ir embora do Brasil e conseguir um emprego, sem ajuda de ninguém. Eu apenas trabalhei para isso, e fiz dar certo.
A sensação de voltar para o Brasil foi muito estranha para nós, porque queríamos muito ficar, mas ao mesmo tempo queríamos voltar. Voltar pela saudade da família e dos amigos, pela faculdade da Fran, enfim, inúmeros motivos dividiam nosso coração entre ficar e voltar para o Brasil. Hoje entendo o que me diziam os intercambistas naquela época e hoje eu digo para quem ainda não teve essa experiência: a partir do momento que se conhece os dois lados nunca mais será feliz por completo. Essa é a maior verdade, porque ao mesmo tempo que é ótimo estar perto dos amigos e da família, a falta da ilha esmeralda é enorme. Sentimos tanta falta que nossa volta pra Dublin nunca foi descartada por completo, estamos estáveis no momento, mas o futuro a Deus pertence.
Desde que voltamos tudo passou muito rápido, acreditem, o tempo passa voando. Agora a nossa vida tem seguido um curso normal, a Fran voltou para a faculdade e para o emprego antigo. Eu, fiquei menos de 1 mês parado e então, já estava trabalhando. Tentei usar o inglês procurando emprego em hotéis, porém não fui valorizado e acabei deixando de lado. Hoje trabalho como vendedor externo, serviço que não cansa fisicamente mas tem muito desgaste mental. Ambos retomamos os estudos com o professor de inglês (mas já tem um tempo que paramos) e acabamos ocupando nosso tempo entre família, amigos, passeios, leituras sobre nossa querida (e não esquecida) Dublin, visita aos nossos amigos dublineres (o Rafa e Lisa) e assim vamos levando...
Para voltarmos pra Dublin é muito fácil, depende apenas de nós, por enquanto estamos sossegados. A Fran ainda tem 3 meses de faculdade, mas depois não sabemos o que pode acontecer, as vezes bate uma depressão e da vontade de largar tudo, comprar outro curso de inglês, os tickets e voltar pra Dublin... enquanto estávamos lá, recebi a proposta de aumento de salário para ficar, porém resolvi voltar, mas, deixei as portas bem abertas.

Obrigado a todos por acompanharem nosso blog......


Luciano Hoffmann


Dublin sempre no coração...

Dublin sempre no coração...

Olá pessoal....
Sim esse blog ainda está vivo, ou melhor, estamos vivos!
Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que acompanham nosso blog, mesmo estando desatualizado. Confesso que sempre foi a minha namorada que levou esse blog literalmente nas costas, porém como ela anda muito ocupada com a faculdade, resolvi tirar um tempo para escrever algumas palavras...
Quase 21 meses se passaram desde que voltamos para nossa cidade aqui no RS. Parece bastante tempo, mas ainda está tudo muito fresco em nossas memórias, o sotaque Irish horrível de se entender, o barulho do Luas chegando na estação, as ótimas bandas ao vivo tocando na Henry Street e na Grafton Street, aquele ventinho de cortar a orelha, Saint Pratick days, o clima jamais visto do Natal, enfim, muita coisa, digamos boba, cotidiana demais, que faz sentido apenas para quem já vivenciou essa experiência, e faz muito mais para nós.
Um ano, 8 meses e 18 dias sem escrever no blog... Nossa, tudo isso?? Agora até eu me espantei, pois não havia percebido de como o tempo passou, talvez tenha passado rápido demais que até agora não conseguimos aceitar a volta ao Brasil (falaremos disso em outro post). Vocês vão pensar, esses dois estão loucos, deve ser bobagem.... mas não é.... quem fez um intercâmbio e voltou sabe e entende do que eu estou falando, portanto, a partir de agora, prometo dar mais atenção ao nosso blog pois depois que voltamos tivemos mais de 30 mil visitas, obrigado a todos por acompanharem nosso blog......


Luciano Hoffmann

13 setembro 2013

Um mês depois....


Outra cidade, outro país, outro continente, um oceano longe de casa, uma viagem de mais de 15 horas, outra língua, outras culturas, outras pessoas. Quando me dei conta, fazia parte de outra família, morava em outra casa e tinha uma rotina diferente. O inglês deixou de ser estranho depois de ouvir e conversar todos os dias, algumas palavras podia não conhecer, mas isso era um fato que não me assustava mais. Um ano se passou assim e eu me adaptei, aliás, adaptei-me tanto, que foi estranho pensar em voltar para o Brasil. E de fato foi, foi muito estranho voltar e agora a saudade que antes sentia pelo Brasil deu lugar a saudade que agora sinto de Dublin. Eu sei que a saudade é natural, mas sinto falta do que deixei lá. Hoje completou um mês que deixamos Dublin, a princípio foi uma sensação maravilhosa de reencontro, mas com o passar do tempo a ficha meio que começou a cair e a saudade de lá só aumenta, mas sei que todas as coisas que vivi, todas as lembranças e as pessoas que conheci durante esta viagem vão continuar a caminhar comigo até ao resto da minha vida.
Acho que hoje, ao meio de lembranças e saudades, vale citar as palavras que nossos amigos Rafa e Lisa escreveram no nosso cartão de despedida:
“O acaso às vezes decide quem vamos encontrar na nossa vida, mas nós decidimos quem nela fica.
Da mesma forma, não sabemos ao certo se vamos nos reencontrar, nem quando, nem onde. Mas temos conosco boas lembranças e saudades.... e sobretudo esperança.”
Esperança de que um dia possamos reencontrar todos que cruzaram nosso caminho, que de alguma forma tocaram nosso coração e que hoje podemos chamar de amigos.... 


14 agosto 2013

Último dia e viagem de volta...


Oi pessoal, tudo bem?

Nós estamos bem, ainda em clima de recém-chegados, matando a saudade dos familiares e amigos. Chegamos ontem ao meio dia em Caxias do Sul, a viagem não foi das melhores, tivemos alguns contratempos, mas no fim chegamos bem.
Segunda foi nosso último dia em Dublin, um dia meio atípico, ainda tínhamos algumas coisas para resolver e finalizar antes de embarcar e também por que não estávamos com a sensação de que estávamos indo embora.
De manhã acordamos cedo, fui para o centro para entregar algumas coisas que havíamos doado e vendido e também fui no Revenue para ver se tinha alguma taxa para receber de volta, com meu P45 e meu P60.
Depois disso voltei para casa, o Lu já tinha preparado nosso almoço. Terminamos de arrumar as coisas que ainda estavam fora das mochilas, almoçamos e esperamos o nosso transfer chegar. Fomos para o aeroporto de Dublin, pegamos o voo para Madrid às 20:00hrs. Até esse momento tudo estava ocorrendo bem, até quando as aeromoças anunciaram que quem tinha conexão de Madrid para São Paulo já deveria estar com o check-in feito para ir direto para o embarque. Nesse momento nós gelamos, pois não havíamos feito o check-in para esse voo em Dublin. Resultado: quase perdemos o voo. Tivemos que sair correndo do avião, passar pela imigração que estava fechada e demoraram um 10 minutos para abrir, depois disso correr pelo aeroporto enorme, pegar o metro do aeroporto para chegar no nosso portão de embarque nos últimos minutos sem  o cartão de embarque. Graças a Deus deixaram nós entrar no avião após confirmar nossa reserva. Ufaa... que sufoco, já estava certa que tínhamos perdido o voo.
Tivemos um voo tranquilo, conseguimos dormir um pouco e a comida do avião estava boa. Chegamos em São Paulo uns 20 minutos antes do previsto, passamos pela imigração e fomos buscar as malas. Eis, que nesse momento, tivemos outra grande surpresa. Cadê as malas?? Fomos até o balcão de informações e recebemos a noticia que nossas malas não tinham saído de Dublin ainda. Prometeram que até sexta elas seriam entregues, assim eu espero.
Pegamos então nosso último voo, com destino a Porto Alegre, tivemos um voo tranquilo também. Chegamos no aeroporto e minha mãe e minha irmã já estavam nos esperando. Chegamos na nossa cidade (Caxias do Sul) e fomos almoçar, eu e o Lu, minha mãe, minha irmã, os pais do Lu, a mana do Lu e um amigo da família. Comemos um bom e velho churrasco para começar a matar a saudade daqui.


Até o próximo post.

Um dia depois...

Um dia depois...

Um dia você acorda e está na Europa… pega o avião… e tudo o que viveu durante um ano, ficou no outro continente, quer dizer, ficou na nossa memória. A mudança é muito dura, é brusca, mas ao mesmo tempo é o momento que temos para refletir um pouco sobre o que vivemos nesse um ano de intercâmbio, sobre todos os aprendizados, todos os tropeços, todas as lições que ficarão gravadas em nós, se valeu a pena ou não.
Desde antes de vir eu tinha certeza que tudo valeria a pena e realmente tudo valeu a pena, desde embarcar nessa ideia que era só do Lu, fazer isso dar certo com ele e até agora, chegar ao fim com todos nossos objetivos concluídos.

A Irlanda é encantadora, tranquila, alegre, com muito verde e é o país que nos fez pensar em uma nova possibilidade de moradia. Não podemos reclamar da vida que levávamos no nosso país, mas a possibilidade de morar aqui, poder viajar para vários lugares, a segurança, o transporte de qualidade entusiasma demais.
Estamos felizes claro, por termos voltado, pois como todo ser humano normal nós estávamos com saudades de todos amigos e familiares. Então agora temos que curtir esse momento, aproveitar para rever todos, matar a saudade de tudo e por enquanto tocar a nossa vida no Brasil e começar a planejar “Um ano em Dublin – parte 2 Dublin: morando no exterior”.



No próximo post vou contar como foi a nossa recepção... :D